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Review: Ninja Gaiden Ragebound é um bom retorno a fórmula original da franquia

Ygor Ferreira 14/08/2025 5 minutes read

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ninja gaiden ragebound capa

ninja gaiden ragebound capa

Ninja Gaiden Ragebound é desafiador e deslumbrante

A franquia Ninja Gaiden, nascida no Nintendinho, ressurgiu durante os anos 2000 com seus jogos extremamente desafiadores foi sendo deixada de lado com o desastroso Ninja Gaiden 3. Nos últimos anos estamos vendo uma tentativa de retorno com relançamento e até mesmo um remaster para sentir se o público ainda quer as aventuras de Ryu Hayabusa.

A resposta foi bem positiva e o ano de 2025 marca o retorno oficial da franquia com o anúncio de Ninja Gaiden 4. Mas antes do ninja retornar em um jogo de escopo grande, Ninja Gaiden Ragebound, jogo desenvolvido pela The Game Kitchen, criadores de Blasphemous oferece um aperitivo delicioso para quem sentia falta dos jogos em 2D desafiadores.

  • Review: Wuchang Fallen Feathers consegue trazer novas notas para um gênero estagnado

Ficha Técnica

ninja gaiden ragebound cover

Título: Ninja Gaiden Ragebound

Plataforma: PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S/X, Switch e PC

Data de lançamento: 31 de junho de 2025

Desenvolvedora: The Game Kitchen

Distribuidora: Dotemu

Descrição: Inspirado nos jogos originais de Ninja Gaiden Ragebound traz uma aventura 2D repleta de ação e muitos desafios

Parceiros inesperados

proteja seu clã dos demonios
proteja seu clã dos demonios

Para a tristeza de quem queria estar no controle de Ryu, o jogo começa com o ninja indo para os Estados Unidos e deixando a vila Hayabusa sob a proteção de seu pupilo, Kenji Mozu. Claro que logo que Ryu parte um portal demoníaco se abre e resta a Kenji proteger a vila, colocando à prova todo o treinamento do protagonista.

Durante sua jornada Kenji acaba se encontrando com Kumori, uma ninja do clã Aranha Negra que também busca fechar o portal demoníaco. Por obra do destino os dois guerreiros de clãs rivais precisam se unir para ser capazes de destruir a ameaça que assola a humanidade.

Mesmo com a história não sendo o ponto principal de Ragebound ela faz um trabalho competente em manter o jogador engajado na jornada de Kenji e Kumori. Apesar da relação dos dois não ter o devido desenvolvimento, ele reserva bons momentos e até mesmo algumas boas risadas entre a interação dos protagonistas.

Dificuldade bem implementada

A beleza de Ninja Gaiden Ragebound é deslumbrante
A beleza de Ninja Gaiden Ragebound é deslumbrante

Assim como o Ninja Gaiden original, Ragebound é dividida em fases que envolvem desafios de plataformas e de combate para serem completadas. Para entender o básico do jogo é fácil. O personagem pode usar golpes de espadas e eventualmente arremessar kunais, pular e utilizar uma espécie de aparada no ar que caso acerte um projétil ou inimigo permite um novo pulo.

Grande parte dos inimigos morrem com somente um ataque, mas os adversários maiores é que dão o toque especial em Ragebound. Durante as fases, inimigos mais poderosos vão surgir com frequência onde é necessária alguma quantidade de golpes para derrotar.

Isso traz a principal mecânica do jogo, os Hyperataques. Esses golpes especiais cortam qualquer coisa de uma vez, incluindo os inimigos mais resistentes. Existem duas formas de ter acesso a esse golpe especial. O primeiro é carregar seu ataque por um tempo sacrificando parte da vida, mas o mais importante é que alguns inimigos emanam uma aura que ao ser derrotado dá acesso ao poder. Sempre que um inimigo resistente aparece um outro com a aura surge fazendo com que o jogador tenha que planejar sua rota de ataques.

Isso dá um ritmo próprio para os momentos de combate já que o jogo tenta muitas vezes induzir o jogador ao erro colocando diversos inimigos de uma vez na frente da criatura mais resistente. É preciso agir rápido e metodicamente para resolver esses pequenos quebra cabeças de combate acontece também unindo as plataformas mantendo o jogador constantemente em movimento e sempre em alerta em onde vai surgir a próxima ameaça.

E se o jogador não se acostumar ao ritmo de Ragebound os chefes vão se tornar extremamente frustrantes. Todo fim de fase temos uma batalha de chefe que na maior parte do tempo vai testar como o jogador reagiu às ameaças ao longo da fase. Elas são um desafio à parte e não vão dar folga para Kenji.

Apesar de tudo isso, a experiência é desafiadora, mas não no nível dos jogos do nintendinho, o que está longe de ser algo ruim. Mas se o jogador quer se desafiar ainda mais, todas as fases tem um número de coletáveis e desafios que não são fáceis de serem coletados ou completados.

Os desafios são uma ótima adição ao todo, mas nada disso sustentaria Ragebound se não viesse junto de seus visuais e trilha sonora. A The Game Kitchen em Blasphemous entregou um visual em pixel art deslumbrante é bem único. O mesmo vale para Ninja Gaiden.

Ao bater o olho no estilo dos cenários e personagens é difícil não pensar em Blasphemous, mas ao invés dos cenários perturbadores e melancólicos do metroidvania, aqui temos florestas, prédios e outros lugares únicos. Tudo é muito cheio de cor e geram uma boa mistura junto dos auras dos inimigos, hypergolpes e os especiais disponíveis.

Com isso, a trilha sonora fecha com o toque de ouro do momento a momento. A trilha é capaz de reproduzir a sensação de um jogo de 8 bit, mas com a modernidade das ferramentas que temos acesso hoje. O som mantém o jogador empolgado e em especial nas fases de perseguição te faz sentir dentro de um filme de ação, mesmo sendo um jogo em 2D.

Ninja Gaiden Ragebound

Ygor Ferreira

Ninja Gaiden Ragebound nota
Narrativa
Jogabilidade
Visual

Veredito

Ninja Gaiden Ragebound é uma experiência curta que remete a tempos mais simples dos videogames, mas sem deixar as melhorias e aprendizados que temos atualmente.

4

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