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Review: Dying Light The Beast entrega exatamente o que se espera de um game sobre zumbis e parkour

Gabriel Mattos 07/10/2025 5 minutes read

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Nada a mais, nada a menos

Dying Light: The Beast vai direto ao ponto. Após dois jogos bastante distintos, a Techland, estúdio responsável pelo game, sabe exatamente o que o público quer da sua experiência: parkour e enfrentar zumbis. Sem muitas firulas. Um infindável ciclo de adrenalina que mantém o jogador sempre em movimento, na ponta do sofá, arfando por ar. Pena que não sobra muito fôlego para qualquer outra coisa.

Ficha Técnica

Dying Light The Beast CAPA

Título: Dying Light: The Beast

Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

Data de Lançamento: 18 de setembro

Gênero: Ação, Plataforma

Desenvolvedora: Techland

Distribuidora: Techland

Descrição: Kyle Crane se transforma no que jurou combater um dia e agora vai se vingar, em um mundo onde o parkour é a melhor arma contra zumbis.

O que esperar de Dying Light: The Beast?

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A própria história não passa de uma mera desculpa. Um empurrãozinho para colocar o jogador em movimento. O coração da trama não é muito diferente de Metroid II: Return of Samus, só que em um novo contexto. Kyle Crane, do primeiro jogo, está de volta e, após anos de torturas e experimentos científicos, o homem está sedento por vingança. Não espere os diálogos mais inspirados ou um roteiro desafiador. Muito menos um elenco expressivo, que esbanja personalidade. The Beast não quer ganhar nenhum Oscar. O foco é reconquistar a confiança dos jogadores.

Depois de perceber que inflar a mitologia de uma forma exagerada pode se tornar um tiro no pé, como aconteceu em Dying Light 2: Stay Human, a terceira aventura escolhe um caminho mais simples e seguro. Ação é a palavra de ordem e todo resto se torna opcional.

Para não deixar dúvidas sobre suas intenções, The Beast se apressa em construir o ambiente mais hostil possível desde o princípio. Logo nos primeiros trechos fica bem claro evidente que a cidade vagamente europeia do título está infestada demais de zumbis para que o jogador se permita descansar. Qualquer mínimo respiro é punido com um ataque de um desses mordedores, então a solução é se manter sempre em movimento.

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Adrenalina é o combustível dessa aventura. Mesmo as interações mais simples, como andar pela cidade, se torna algo eletrizante e empolgante em questão de tempo. Sem poder se dar o luxo de parar, analisar o ambiente para escolher a melhor rota precisa ser feito em frações de segundos, uma experiência que facilmente vicia devido ao excelente sistema de parkour. 

The Beast consegue atingir um equilíbrio invejável entre a imersão de um shooter em primeira pessoa e a precisão típica do jogo de plataforma que finge não ser. Conquistar prédios difíceis consegue ser tão gratificante quando derrotar poderosos zumbis, especialmente quando a recompensa é o acesso a uma nova base, essencial para a dinâmica do game. Nestas torres, é possível descansar até a manhã seguinte, uma opção muito bem vinda já que o título não oferece incentivos razoáveis para uma exploração noturna.

Quando a cidade dorme, os zumbis fazem a festa. Assim como em Minecraft, os inimigos ficam muito mais agressivos a noite e versões mais poderosas podem até mesmo perseguir o jogador. Além do trauma, a experiência concedida ao sobreviver a estes encontros é um bocado maior e existem mais recursos raros a se encontrar de noite, mas a punição de um possível fracasso torna este risco simplesmente alto demais.

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Atropelar hordas de zumbis de carro é uma das partes mais divertidas do game

Cada morte, por mais boba que seja, pune o jogador com a perda de um tanto de experiência. Não são muitos níveis para avançar, de forma geral, mas em um jogo que não oferece muitos incentivos em suas atividades secundárias, todo ponto conta. Essa punição, acompanhada com um retorno a uma base geralmente afastada de onde se deseja estar, funciona como um freio em uma experiência que sempre quer te ver correr.

Enquanto o jogo quer incentivar um estilo mais agressivo, impulsivo e assertivo de exploração na grande maioria de suas mecânicas, as duras punições de uma derrota incentivam, na teoria, uma estratégia mais cautelosa, pensada e devagar. Somado a um sistema de furtividade imprevisível que nem sempre funciona como se espera, jogadas arriscadas acabam deixando um gosto amargo. No fim, não há muito motivo para sair da zona de conforto. Um sacrifício não intencional que acaba funcionando a favor do todo.

Pode até ser que The Beast não consiga domar a fera que ele mesmo criou, mas com os jogadores nas rédeas da experiência, o game mostra as suas garras. O segredo está em um constante malabarismo entre uma sensação de poder e perigo. Se manter em constante movimento pela cidade traz um falso sentimento de conforto, mas o medo da iminente ameaça do pôr do sol no horizonte aparece para balancear. Hordas de inimigos pressionam o jogador ao limite, mas logo se ativa um modo de quase invencibilidade quando o jogador ganha poderes de um mega zumbi. Essa eterna corda bamba faz com que seja difícil de enjoar.

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No fim, a escolha de trocar uma ideia megalomaníaca, como se tornou o padrão da indústria, por uma proposta mais contida, condensada e intencional torna Dying Light: The Beast uma grata surpresa. Mesmo com seus problemas, em especial na qualidade da história e das atividades secundárias, é impossível não se deixar levar pela adrenalina de correr por sua vida em um mundo infestado de zumbis. Longe de ser o melhor jogo do ano, de fato. Mas ainda assim é um forte concorrente ao jogo mais divertido do momento.

Dying Light: The Beast

Gabriel Mattos

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“Parkour e zumbis“
Visual
Roteiro
Jogabilidade

Veredito

Quem não está procurando uma boa história ou algo muito profundo vai achar em Dying Light The Beast um prato cheio.

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Gabriel Mattos

Editor

Repórter de cultura pop experiente com experiência em games, coberturas de eventos, entrevistas e críticas de cinema.

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