Review: Monster Hunter Wilds convida novatos e veteranos para a maior caçada que a franquia já viu

Monster Hunter Wilds
Monster Hunter Wilds

Monster Hunter Wilds é a experiência mais acessível da franquia!

Monster Hunter é uma das franquias mais populares no Japão mas durante grande parte de sua existência não conseguiu reproduzir esse sucesso no resto do mundo. Isso foi mudado em 2018 com a chegada de Monster Hunter World, jogo que simplificava um pouco a complexidade de suas diversas mecânicas, fazendo com que ele se tornasse o jogo mais vendido da Capcom.

7 anos depois, o time responsável por Worlds lança Monster Hunter Wilds, jogo que em sua divulgação prometeu evoluir ainda mais a franquia e entre seus erros e acertos entrega uma ótima experiência para veteranos, mas em especial a melhor porta de entrada para novatos.

monster hunter cover

Título: Monster Hunter Wilds

Plataforma: PC, PlayStation 5 e Xbox Series S/X

Data de Lançamento: 28 de fevereiro de 2025

Desenvolvedora: Capcom

Descrição: Cace monstros colossais, aprenda novas armas e se aventure neste mundo selvagem

Um mundo selvagem para se explorar

ajude as pessoas da Terra Proibída
ajude as pessoas das Terras Proibídas

A principal reclamação de Monster Hunter Worlds está em sua campanha, em especial sua história. O jogo a todo momento busca defender suas ações de caçar as criaturas como se estivéssemos fazendo um favor ao ecossistema daquele lugar, tudo de uma forma que só soa pedante. Junto disso, temos algumas missões extremamentes insuportáveis e que fogem do que se busca na franquia que é seu combate.

Wilds entende os erros do seu antecessor e ao invés de buscar uma justificativa para a caçada dos monstros, coloca o jogador para conhecer e entender as pessoas que vivem por aquele lugar. No novo jogo da franquia vamos para as Terras Proibidas, um lugar que acreditavam ser inóspito, mas logo encontramos um garoto chamado Nata que procura ajuda para reencontrar seu povo que foi atacado por uma criatura misteriosa.

Decidido a ajudar o garoto, o protagonista junto de sua equipe começa a explorar esse lugar selvagem e desconhecido em busca do povo de Nata e com isso encontraremos feras imponentes e também conhecendo outras civilizações que habitam esses locais. O coração da jornada é não só auxiliar os nativos, mas entender como eles vivem e como certas criaturas impactam todo o meio ambiente e a forma de viver destas pessoas.

Não espere aqui história extremamente profunda com reviravoltas e muitas emoções. Apesar disso, ela consegue manter o jogador engajado até sua conclusão e traz ainda grandes momentos, em especial na introdução de seus monstros. Uma das principais funções da campanha é explicar aos poucos todas as mecânicas diferentes, dentro e fora do combate.

Assim como o resto da franquia, isso não é feito de uma boa forma por alguns motivos diferentes. O primeiro deles, está em especial em seus menus que não são nem um pouco intuitivos. Navegar por eles é um aprendizado árduo e alguns deles nem mesmo são mencionados diretamente nos tutoriais.

O outro principal problema em Wilds é por não incentivar o jogador a utilizar grande parte das ferramentas durante a campanha. Durante a história o jogo não dá motivos para o jogador utilizar ferramentas extremamente úteis e que são definidoras no endgame.

Uma variedade boa, mas pequena

Uma grande variedade de inimigos
Criaturas de todas as formas

Com a campanha encerrada é onde para muitos jogadores onde o jogo realmente se inicia com o chamado “High Rank”. Assim que o último monstro é derrotado podemos enfrentar a maior parte das criaturas da campanha novamente, mas agora com uma dificuldade elevada, dando espólios mais valiosos que são utilizados para criar as armaduras e armas ainda mais poderosas.

O High Rank tem sua própria história, respondendo algumas perguntas da campanha principal, apesar disso, acaba sendo uma experiência bem curta. Ao todo em 30 horas fui capaz de finalizar todo o conteúdo disponível e não foi uma das melhores jornadas.

Muito rapidamente o avanço pelo high rank se torna repetitivo já que a variedade de monstros não é muito grande. Durante a campanha essa quantidade é ótima, temos aranhas, macacos, sapos e dragões, entre outros. Os tipos diferentes enriquecem ainda mais o combate, mas com a campanha concluída as novidades são poucas, já que ao invés de novas criaturas, em sua maioria o jogo prefere trazer variantes dos monstros já existentes.

Assim como os anteriores, teremos atualizações ao longo do ano adicionando novos monstros e mais conteúdo, mas no momento o que está presente é muito escasso e talvez seja uma decepção para fãs de longa data.

O combate, à parte mais importante de Monster Hunter, continua com a mesma ideia de sempre, onde se escolhe sua arma principal, que agora podem ser duas e parte para aprender a melhor forma de atacar seu inimigo. Wilds traz uma boa quantidade de melhorias que refinam ainda mais a ação, fazendo com que ele deixe ainda mais de ser desengonçado, o que é refletido em sua dificuldade, sendo bem mais fácil que seus antecessores.

A principal adição de Wilds nas mecânicas é o modo Focus que permite mirar seus ataques. De começo pode até parecer que não é uma grande adição, mas é comum em jogos antigos perder sua janela de causar grande dano à criatura porque uma parte de seu combo acertou um pouquinho do lado ou desvio por milímetros. Com a mira é possível recalcular a rota, em especial de ataques mais lentos, tornando jogar com um martelo por exemplo, ainda mais fácil.

Mas a verdadeira utilidade do modo Focus é para acertar as feridas dos monstros. Ao acertar continuamente certas áreas uma ferida vai aparecer na criatura e ao mirar ela emana um brilho vermelho. É possível acertá-lo com um golpe especial poderoso para destruir a ferida e aprimorar sua arma.

Cada arma tem seu próprio benefício ao destruir a ferida, alguns mais simples como o martelo que permite carregar mais rápido os ataques, outros mais relevantes como a lâmina dínamo que reduz a munição utilizada pelos ataques. Essa mecânica facilita ainda mais os confrontos, já que dá um acesso fácil e rápido ao destaque de sua arma, algo que nos anteriores exigia prática e entender o melhor momento de atacar.

Apesar da facilidade o combate ainda é extremamente divertido de aprender e o impacto de cada acerto nas criaturas continua muito compensatório, o que faz essa redução de dificuldade se tornar algo trivial na maior parte da jornada. O problema está na reta final que mesmo com os aumentos de dificuldade ainda são desafios que não entregam algo no nível de seus antecessores.

Mapas gigantes, performance péssimas

Um mapa gigantesco e com alguns problemas
Um mapa gigantesco e com alguns problemas

Logo no primeiro trailer de Wilds já era possível ver um de seus pontos mais ambiciosos, seus mapas, que agora são bem expandidos. Como já esperado, temos habitats diferentes entre eles desertos, florestas ou grandes cavernas.

Em especial os primeiros locais são extremamente vivos, temos uma infinidade de criaturas vivendo sua vida como qualquer outro animal. O mapa junto do novo sistema de missões onde não é necessário passar por telas de carregamento dão uma experiência mais imersiva e uma sensação de que esse mundo é vivo.

Infelizmente as áreas finais acabam perdendo um pouco desse brilho e em especial o último local parece mais com os mapas de Monster Hunter Rise, devido ao seu tamanho e também o visual não muito marcante. Apesar disso, explorar cada habitat de Wilds é mais interessante e recompensador do que qualquer outra produção da franquia, mas a novidade veio junto de alguns problemas.

A performance de Monster Hunter Wilds no momento é bem ruim. A RE Engine que foi muito elogiada por jogos bem otimizados, em especial na franquia Resident Evil, vem sendo alvo de reclamações em jogos como Dragon’s Dogma 2 e Wilds segue um pouco a sua linha.

Na maior parte do tempo o jogo não consegue manter uma taxa de quadro completamente instável, tendo quedas de FPS quase que constante, principalmente dentro das cidades. Os problemas não param por aí, já que certas texturas, mesmo nas opções gráficas mais altas aparentam estar em uma resolução baixa, unidos com uma quantidade bem grande de outros bugs visuais.

Quando esses problemas não estão presentes o jogo é deslumbrante seja pelas mudanças climáticas de cada região ou os visuais marcantes dos monstros e armaduras. É possível só ficar parado e apreciar o mundo de Wilds.

Monster Hunter Wilds

Ygor Ferreira

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Narrativa
Jogabilidade
Visual

Veredito

Monster Hunter Wilds é uma grande adição à franquia e apresenta uma boa base. No momento, o jogo ainda precisa de alguns refinamentos e ajustes, mas tem o potencial de ser uma das melhores experiências de 2025.

4

Análise feita com cópia antecipada de Monster Hunter Wilds gentilmente cedida pela assessoria da CAPCOM para PC.

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