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Review: Pac-Man World 2 Re-Pac reforça o motivo do jogo não ser muito lembrado

Pac Man World Re Pac

Pac Man World Re Pac

Pac-Man World 2 Re-Pac tem seus momentos, mas não passa de um jogo de plataforma esquecível

Muitas franquias passam por reformulações com os anos para tentar atrair novos jogadores, casos como God of War trocando a ultraviolência por uma história tocante é um dos exemplos de grande sucesso. Pac-Man apesar de ser um dos maiores nomes dos videogames passou por diversas reimaginações em um esforço de conseguir um grande sucesso novamente.

Entre essas diversas versões diferentes no fim dos anos 90 e início dos anos 2000 tivemos a trilogia Pac-Man World que trazia um jogo de plataforma aos moldes dos sucessos dessa época, seja Mario, Crash Bandicoot ou Spyro. O jogo teve um sucesso relativo, mas por muito tempo ficou no esquecimento junto de outras iterações da franquia.

Mas depois do relançamento de Pac-Man World era esperado que o segundo eventualmente também ganhasse um remake. Esse dia finalmente chegou e é possível aproveitar a jornada do mascote amarelo mais uma vez e lembrar o motivo de não ser lembrado quanto suas inspirações.

Ficha Técnica

pac man world re pac cover

Título: Pac-Man World 2 Re-Pac

Plataformas: PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S/X, Switch e PC

Data de lançamento: 25 de setembro de 2025

Desenvolvedora: Now Production

Distribuidora: Bandai Namco

Descrição: venture-se por Pac-Land para recuperar as Frutas Douradas e colocar um fim aos planos dos Fantasmas e seu terrível chefe Nefausto!

Diversão de uma tarde

As fases com mecânicas próprias são um refresco muito bem vindo
As fases com mecânicas próprias são um refresco muito bem vindo

Como se espera de muitos jogos desse gênero, a história de Pac-Man World 2 é só um pretexto para o herói atravessar os mais diversos cenários. Aqui, o grupo de fantasmas roubam as Frutas Douradas e acaba soltando Nefausto que pretende trazer todo o mal para o mundo.

Como é de se esperar, nosso herói então vai atravessar o mundo para reunir as frutas e enfrentar seu arqui-inimigo. Como um jogo de plataforma sobre coletar itens, Pac-Man World 2 traz uma quantidade absurda de coletáveis em forma de frutas. Cada fase tem um número específico de frutas de cada tipo para ser coletado e elas dão acesso a alguns extras como estátuas que podem ser colocadas na Vila Pac.

O problema é que existe um exagero na quantidade de coletáveis, o que reduz um pouco a boa sensação de encontrar um item. Em casos como Banjo Kazooie, Mario ou então Crash, encontrar os coletáveis dão acesso a novas fases e áreas e até mesmo alguns desafios secretos para manter o jogador engajado nos desafios mais complicados.

As recompensas de Pac-Man World 2 são simples demais e não vale a pena passar por alguns desafios irritantes para adquirir eles. As fases, salvo algumas exceções, são genéricas e apresentam um desafio quase nulo se seu objetivo é só progredir.

Completando o pacote, as batalhas de chefes são um desafio já esperado do gênero, mas tem seus momentos de diversão. O problema delas é o fato de serem extremamente longas, o que deixa suas ideias desgastadas, em especial a do chefe final que tem diversas fases diferentes e leva um bom tempo para chegar em cada uma delas.

Um remake sem muito a se mostrar

A arte não chama nem um pouco atenção
A arte não chama nem um pouco atenção

Mas tudo citado acima são características já presentes no jogo original e as novidades trazidas não são muito animadoras também. A nova versão de Pac-Man World 2 traz algumas melhorias de vida, sendo a principal delas uma sombra abaixo do personagem que dá mais segurança em cada pulo, em especial nos momentos onde é preciso pular em diversos trampolins ou plataformas curtas, principalmente nas fases mais avançadas. 

Controlar Pac-Man não é uma das melhores experiências em jogos de plataformas, o personagem é um pouco duro demais e certas habilidades como a de se segurar no ar parecem inúteis na maior parte do tempo. Por outro lado, a habilidade de quicar após o pulo é extremamente satisfatória e na maior parte do tempo permite mais mobilidade do que realizar pulos normais.

A nova versão do jogo entretanto traz um total de 13 fases novas que oferecem um desafio maior, sendo uma versão “sombria” dos mundos originais de Pac-Man World 2. Infelizmente assim como as originais, grande parte delas não trazem nada muito interessante, mas são algumas horinhas a mais e uma boa quantidade de coletáveis a mais.

Mas o grande problema do Re-Pac está no estilo artístico utilizado na nova versão. A versão original do jogo trazia uma paleta de cores mais escuras que dava um tom próprio para as fases, principalmente nos dois primeiros mundos, algo que é perdido na versão atual. 

A nova paleta de cores é bem mais clara e acaba deixando tudo ainda mais genérico, principalmente no início. As primeiras fases que são em uma espécie de floresta, parece ainda mais indiferente que a versão original, sem nenhum detalhe que as tornam únicas.

Com o avanço da jornada as fases se tornam um pouco mais interessantes visualmente, mas por exemplo, o mundo final que é uma ilha super sinistra se torna muito menos intimidadora. Na versão original, além das cores mais escuras, o jogador é coberto pela escuridão, vendo somente um pouco a frente. 

Isso causava uma apreensão ao jogador de não saber quais perigos aguardavam a frente e agora está um pouco perdido. Talvez se a arte fosse mais similar a versão original as fases pareceriam menos genéricas e o level design datado poderia ser um pouco mais mascarado ao longo da jornada.

Pac-Man World 2 Re-pac

Ygor Ferreira

Pac Man World Re Pac
Narrativa
Jogabilidade
Visual

Veredito

Pac-Man World 2 Re-Pac não é muito interessante e não traz muitas novidades. Apesar disso, é um tipo de jogo de plataforma que não se vê com frequência atualmente sendo uma boa escolha para quem já esgotou as outras opções disponíveis no mercado.

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