Jogo traz pequenas, mas relevantes adições que afetam mais a experiência de quem nunca jogou
Com a estreia no Nintendo Switch 2, Elden Ring ganha um novo pacote de conteúdo, a Tarnished Edition. A nova versão adiciona algumas poucas classes e armas inéditas para o portátil, mas as novidades também podem ser apreciadas por jogadores de todas as plataformas por um valor simbólico. Não é um conteúdo significativo o suficiente para trazer velhos jogadores de volta. Nem é a proposta. Mas será que as novidades fazem a diferença para quem está chegando?
Elden Ring: Tarnished Edition vale a pena?

Este é exatamente o meu caso. Apesar de ser um grande apreciador de RPGs com vastos mundos abertos, como Skyrim e Breath of the Wild, todo o gênero de soulslike nunca me chamou muita atenção. Até cheguei a dar uma chance para os jogos mais aclamados, como Bloodborne, mas nunca me acostumei com a natureza punitiva que acompanha estes jogos.
Elden Ring me parecia uma boa porta de entrada, já que uma derrota em um chefe difícil não significava ter que retornar e ficar batendo a cabeça até superá-lo. Se algum adversário parecesse forte demais para encarar, poderia ficar para depois. A possibilidade de se fortalecer com a exploração, como em clássicos do estilo Mega Man X e Super Metroid, era a rede de segurança que eu precisava para me convencer a dar uma nova chance, que veio com a Tarnished Edition.
E as pequenas adições disponíveis logo de início parecem pensadas para acalmar ainda mais jogadores como eu, que ainda estão molhando os pés na vastidão das Terras Intermédias pela primeira vez. Ao criar um novo personagem, duas opções inéditas de classe estão disponíveis: o Cavaleiro de Isus e o Cavaleiro Pesado. Ambos oferecem uma resistência a mais que ajuda bastante os novatos a se acostumarem com o ritmo do jogo.
Acabei optando pelo Cavaleiro Pesado e sinto que, nas primeiras áreas, morri bem menos do que em Bloodborne. Tudo graças aos ataques amplos da Cimitarra Robusta, que me permitem estar a uma distância segura o suficiente dos adversários para que eu tenha um tempo de resposta razoável. Ainda sofri mortes terríveis, mas me trouxe uma segurança a mais para avançar.

Pelo que pesquisei, a nova edição também permite adquirir classes de armas que só estariam disponíveis em pontos bem mais avançados do jogo, nos confins da expansão Shadow of the Erdtree, muito antes. Inclusive, para quem está jogando outra versão que não a de Nintendo Switch 2, esta é uma forma muito mais barata de obter versões dessas armas só disponíveis na expansão. Na minha jornada, encontrei um desses itens, a Espada de Lâmina Reversa, que traz uma jogabilidade bem mais acrobática que me surpreendeu.
Segui meu caminho até encontrar o conjunto mais interessante dessa nova versão, a Armadura de Leontiel. Ela aparece como um inimigo em uma invasão inédita nas Dunas dos Lamentos, não muito difícil de derrotar. O pacote traz mais uma invasão especial, mas dificilmente vai superar a Espada Grande de Leontiel, que basicamente transforma o personagem em um toureiro espanhol. Com isso é possível provocar os inimigos, antes de realizar um golpe devastador.
Vale mencionar que o pacote também introduz novos visuais para o cavalo, mas não poderia me importar menos. Uma novidade tão inconsequente que deveria ser disponibilizada gratuitamente em uma atualização. Diferente da sensação que as classes e armas inéditas me passam. Para quem nunca jogou Elden Ring, são novas opções que tornam a experiência ainda mais suave a um custo bem razoável.
Não é uma mudança que vai convencer quem já não tinha interesse nenhum na aventura, mas quem já estava inclinado a tentar tem o motivo perfeito para dar uma chance. Elden Ring: Tarnished Edition faz mais sentido como um jogo inédito de Nintendo Switch 2, mas ainda assim tem motivos o suficiente para abraçar novos jogadores em qualquer plataforma.