Review –  Halo: Campaign Evolved mostra a força de um clássico, mesmo que com poucas novidades

Apesar de ser o segundo relançamento, o primeiro Halo continua um dos maiores feitos da Microsoft

Por mais de 20 anos a primeira coisa que vinha à cabeça ao mencionar o Xbox era Halo, afinal não só foi o primeiro lançamento do console, mas também a maior febre que a empresa conseguiu gerar. O primeiro Halo, lançado em 15 de novembro de 2001 colocou a Microsoft com tudo no mercado dos games e atraiu uma legião de fãs que ficariam obcecados com Master Chief.

A trilogia original rendeu filas quilométricas na porta de lojas e um impacto cultural, principalmente nos Estados Unidos. Exatamente 10 anos depois, Halo: Combat Evolved Anniversary chegou ao 360, sendo o primeiro projeto com o dedo da 343 Industries, que no ano seguinte lançaria Halo 4, não chamando tanta atenção.

Quase 15 anos depois estamos novamente a bordo da Pillar of Autumn em Halo: Campaign Evolved, dessa vez sendo lançado também para o PlayStation e trazendo algumas boas mudanças e adições, mas definitivamente merecia um pouco mais.

Ficha Técnica

halo cover

Título: Halo: Campaign Evolved

Plataformas: PlayStation 5, PC e Xbox Series S/X

Desenvolvedora: Halo Studios

Distribuidora: Xbox Game Studios

Data de Lançamento: 28 de julho de 2026

Descrição: Halo: Campaign Evolved é uma recriação fiel e modernizada da campanha de Halo: Combat Evolved. Viva a história original reconstruída com visuais em alta definição, cinemática atualizada e controles aprimorados

De volta ao serviço soldado

É difícil encontrar algum defeito nos visuais
É difícil encontrar algum defeito nos visuais

Halo Campaign Evolved coloca novamente o jogador na pele de Master Chief na Pillar of Autumn que está sendo atacada pelos Covenant, um grupo de raças alienígenas que buscam o fim da raça humana. O conflito faz com que eles pousem em um Halo, um anel gigantesco que não sabemos nada sobre.

A campanha mostra nosso protagonista junto da inteligência artificial Cortana descobrindo o que é o anel e quais os objetivos dos Covenant. A campanha se mantém basicamente intacta, com somente a alteração que não é necessário coletar kits de cura, o personagem se cura normalmente, como é o padrão no resto da franquia.

Se não é a sua primeira vez na campanha de Halo colocar o pé no anel novamente e sentir a diferença visual é muito impactante, mas ainda assim na primeira parte da campanha é um pouco difícil entender porque temos mais uma versão de Combat Evolved. A ação sempre foi um ponto forte então não passou por poucos refinamentos, os veículos passam por mudanças mais significativas, mas continuam meio desengonçados.

O destaque das primeiras missões que era sua vastidão que atualmente não chama mais tanta atenção, mesmo que elas continuem mantendo um ritmo impressionante. Isso muda na segunda metade da campanha, em específico na missão em que descobrimos o grande segredo do Halo.

O trabalho de iluminação e som tem o seu espaço de brilhar e as missões que já na primeira versão pegavam os jogadores de surpresa pelo seu tom, aqui reforça ainda mais o sinistro de seus locais. O Halo Studios consegue entender bem quais escolhas da Bungie foram feitas pelo level design e quais foram por limitações da época no desenvolvimento original e consegue aprimorar o que já foi feito sem apagar toda sua identidade, como é o caso de certos remakes como Demon ‘s Souls.

Mas depois de reviver as 10 missões da campanha original de Halo existe um pouco mais para se aproveitar como as Caveiras, algo já presente em Anniversary, mas que ganha um incremento e um de seus maiores pontos de venda, três missões novas que acontecem antes do jogo original.

Outros caminhos

Três novas missões que se passam ano antes do Halo original
Três novas missões que se passam ano antes do Halo original

Chamada de Operation: Meteorite as três missões adicionais mostram Chief e Sgt. Johnson se infiltrando em uma nave Covenant em busca de informações importantes para a guerra contra os aliens. As missões se assemelham muito ao Rogue One e o Episódio 4 de Star Wars, mostrando momentos que antecedem o início da franquia.

O destaque está no fato de ser possível utilizar armas já presentes na franquia, mas que não estão disponíveis na campanha principal junto de mais tipos de inimigos. Mesmo se passando inteiramente dentro de uma nave, as missões conseguem variar o cenário para que o jogador não fique por horas olhando para paredes roxas o tempo todo.

O problema está no design das missões ao se comparar com a campanha original. Ela segue um padrão de corredor e arena de batalha que o Halo original de 2001 não seguia. Mesmo que algumas sejam até interessantes, ainda parece uma queda na qualidade das missões. 

Por outro lado, quando as missões tentam buscar ideais originais que não são muito comuns na franquia ele acaba se encontrando. A reta final da terceira missão traz um embate extremamente satisfatório que dá um toque mais próprio para o desfecho e acaba se encerrando em uma nota até que bem positiva.

A outra grande adição é as Caveiras, coletáveis que foram introduzidos em Halo 2 e que adicionam benefícios ou mais perigos para as missões. Em Halo Anniversary elas já existiam, mas tiveram um incremento. Cada missão tem 3 para serem encontradas e podem ser ativadas no menu principal.

O que difere um pouco dos outros jogos é a Campanha Remix, um modo desbloqueado ao encontrar três Caveiras diferentes. Ela faz com que cada missão traga uma seleção aleatória de alterações, mantendo algumas que são atreladas ao modo, como a que altera as facções de inimigos em cada uma delas.

Mesmo não sendo um adendo extremamente marcante, existem missões que acabam virando um novo desafio com inimigos que não deveriam estar naquele local, em outros casos um passeio engraçado. O modo é focado no cooperativo e proporciona uma tarde e tanto de risadas ou então um desafio quase impossível nas dificuldades avançadas com as Caveiras certas.

Halo: Campaign Evolved

Ygor Ferreira

Halo nota
Narrativa
Jogabilidade
Visual

Veredito

No fim Halo: Campaign Evolved é um regresso ao início da franquia, sendo um ótimo começo para novos fãs e uma enxurrada de nostalgia para quem já acompanhou a jornada de Chief e Cortana anteriormente. Mesmo que as novas adições não chamem muita atenção elas acendem uma curiosidade de como seria um próximo Halo original.

4.7

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