Rock in Rio 2026 resgata raízes negras do Rock; conheça as bandas pretas confirmados para o evento

Rock in Rio promove a mistura perfeita de Rock, Negritude e Metal Alternativo

O rock nasceu de mãos negras, mas por muito tempo a indústria tentou apagar essa origem. Na edição de 2026 do Rock in Rio, o que se vê nos palcos é uma retomada desse espaço, a line-up traz artistas que desafiam o conservadorismo do gênero e misturam o peso das guitarras com vertentes do hip-hop, funk e punk.

Logo na abertura do Palco Mundo, no dia 4 de setembro, o duo britânico Nova Twins faz a sua estreia no Brasil. Formado por Amy Love e Georgia South, o projeto redefine os limites do rock alternativo ao combinar riffs pesados com rap rock, punk e influências eletrônicas. Elas mostram a pluralidade da nova geração da música alternativa no Reino Unido.

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Nova Twins. Créditos: Reprodução Rock in Rio

No Palco Sunset, o protagonismo negro e o peso do metal ganham um capitulo especial no dia 5 de setembro. A banda mineira Black Pantera se une à banda Nervosa para uma apresentação inédita. O trio de Uberaba, conhecido pela postura antirracista e pela sonoridade que une thrash metal e hardcore, carrega em seu repertório álbuns marcantes como “Ascensão” e “Perpétuo”.

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Black Pantera. Créditos: Thiago Henrique.

O Espaço Favela recebe a banda Quantum, que abre a programação com uma mistura intensa de metal progressivo, djent e nu metal. Logo depois, o grupo Canto Cego, nascido na Favela da Maré, ocupa o espaço com a força do rock aliada à poesia e crítica social. 

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Quantum e Canto Cego. Créditos: Reprodução Rock in Rio.

A cena underground e periférica também se destaca no Palco Supernova no mesmo dia 5 de setembro com a presença de MC Taya. A artista leva ao festival o movimento que batizou de Metal Mandrake, unindo o peso do nu metal com a estética e o ritmo do funk, do rap e do trap.

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MC Taya. Créditos: Reprodução Rock in Rio.