Review: Xenoblade Chronicles X Definitive Edition nos lembra o melhor e o pior do Nintendo Switch

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Xenoblade Chronicles X pulou montanhas para Zelda: Breath of the Wild poder escalá-las

Chegando ao fim de sua era, o Nintendo Switch acumulou diversas polêmicas. Desde o valor dos seus jogos até a performance de seu console, vimos o portátil não apenas trazer uma nova forma de consumir seus jogos, mas reinventar o mundo aberto com títulos como Zelda: Breath of the Wild. Porém, muito antes de Link escalar montanhas e matar monstros, Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition fazia o mesmo no Wii U. Felizmente, o título que mistura um roteiro questionável, armaduras e uma jogabilidade deliciosa chegou ao Nintendo Switch.

Ficha Técnica

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Título: Xenoblade Chronicles™ X: Definitive Edition

Plataformas: Nintendo Switch

Data de Lançamento: 26 de março

Gênero: RPG, ação, mundo aberto

Desenvolvedora: Monolith Soft

Descrição: O ano é 2054. O planeta Terra foi destruído em uma guerra intergaláctica. Agora, a beira da extinção, o restante da humanidade faz uma aterrissagem forçada no vasto e selvagem planeta Mira.

Xenoblade Chronicles X encapsula um momento importante da história dos games

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Xenoblade Chronicles X é uma grata surpresa

É impossível falar de jogos antigos sem tratar de preservação histórica. Apesar de parte do público entender o universo dos games apenas como entretenimento, a verdade é que obras como Xenoblade Chronicles X guardam algo à mais. Nelas, é possível encontrar as ideias da época em que o jogo foi lançado, o que rondava os pensamentos do público, desenvolvedores e empresas. Em outras palavras, serve como uma pequena cápsula capaz de guardar um pedaço da história.

E Xenoblade Chronicles X é exatamente isso, um pedaço da história. Isto é, ele foi formado por todos os pontos negativos e positivos do ano de 2015. Sua jogabilidade é experimental e confusa, seu mundo aberto é grandioso, imprevisível e megalomaníaco, enquanto sua história é clichê e repetitiva.

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Jogo traz o melhor e o pior de 2015

Mas, listar o que há de bom e ruim em um jogo como Xenoblade Chronicles X, com mais de 100 horas de conteúdo, é injusto. Nele, o jogador vive uma história alternativa da franquia Xenoblade, em que acompanhamos um grupo de sobreviventes de um evento apocalíptico — a destruição da Terra pelas mãos de alienígenas desconhecidos — e a sua chegada em um planeta selvagem, Mira.

Para quem está entrando de cabeça no jogo, essa não é apenas a informação mais importante, mas a mais exposta. Em pouco menos de duas horas, a primeira personagem a encontrar o jogador, Elma, recapitula a cena inicial diversas vezes, tentando transformar o enredo clássico de “colonizadores espaciais” em algo mais complicado do que realmente é.

A verdade é que “história” não é o ponto forte de Xenoblade Chronicles X. Com personagens caricatos e uma estética americanizada, o jogo apresenta um conflito pouco interessante contra alienígenas “furry” e sexualizados. De certa forma, seu enredo é quase como um empecilho, que impede o jogador de encontrar o verdadeiro brilho por trás de Chronicles X: sua jogabilidade.

Um mundo aberto que brilha com sua exploração

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Exploração é ponto alto de Xenoblade Chronicles X

Mergulhar no universo da ficção científica não é uma tarefa fácil, seja para criadores ou público. Enquanto os consumidores precisam ativar sua suspensão de descrença, escritores e roteiristas usam toda sua criatividade para criar mundos “inimagináveis”.

Curiosamente, Xenoblade Chronicles X domina essa façanha muito bem. O diretor Koh Kojima, junto de Genki Yokota, foi capaz não apenas de apresentar criaturas assustadoras, mas uma flora com o potencial de tirar o fôlego de qualquer um. Entre auroras boreais coloridas, montanhas colossais demais para se escalar e duas grandes luas no céu, é impossível não se maravilhar com o planeta Mira. 

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A variedade da fauna e flora surpreende qualquer fã de ficção científica

E é quando a história fica cansativa que o desejo de explorar cada centímetro do mapa floresce. Para isso, o jogador tem em mãos não apenas a habilidade de pular e cair de alturas imensas sem se machucar, como também uma mecânica de luta que mistura turno e movimentação simultânea. O que, em outras palavras, significa que você depende de habilidades recarregáveis, mas continua se movendo ao redor do seu inimigo.

Isso, somado a um mapa que é desbloqueado aos poucos, traz um dinamismo que transforma o que deveria ser uma rápida jogatina em horas a fio se perguntando como alcançar o próximo objetivo. Algo que não falta em Xenoblade Chronicles X. Por ser um jogo de 2015, com um mapa tão extenso, alguns podem até achar que seria impossível rechear esse universo de conteúdo. Mas essa é uma concepção completamente errada.

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Jogo tem mais de 100 horas de conteúdo para cair de cabeça

Xenoblade Chronicles X possui todo tipo de missão, desde o clássico “eliminar insetos de uma área” até colher itens e destruir “chefões”. Tudo isso enquanto o jogador tenta entender um sistema de níveis, ranks, armas, armaduras, missões de afinidade, história, guarda-roupa e até mesmo um multiplayer.  

Chega a ser surpreendente pensar em uma obra tão extensa caber na palma de sua mão com o Nintendo Switch. De certa forma, esse é o jogo perfeito para se encaminhar em direção a nova era da Nintendo. Não apenas pelo seu tom megalomaníaco, mas por nos lembrar de tudo aquilo que nos fez gosta do Switch, sua habilidade de nos surpreender.

Xenoblade Chronicles™ X: Definitive Edition

Junno Sena

Visual
Roteiro
Combate
Exploração

Veredito

Xenoblade Chronicles X é uma grata surpresa para quem gostar de perder horas tentando desbloquear todas as missões e localidades de um mundo aberto. Uma lembrança pulsante do que o Nintendo Switch é capaz. Isto é, de nos surpreender.

4

Análise feita com cópia de Xenoblade Chronicles X gentilmente cedida pela assessoria da Nintendo para Nintendo Switch.

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